Arquivo da categoria: Trocando experiências

Perguntinha ingrata

Quando engravidei novamente sabia que crises de ciúmes aconteceriam, mas na minha inocência achei que seria mais pra frente, tipo na adolescência. Me enganei, Mari está bem enciumada, uns dias mais, outros dias menos. Eu tento entender, afinal por quase cinco anos ela foi filha única, exclusiva, tudo era dela e para ela.

Engraçado que o ciúmes dela não é propriamente da irmã, ela tem ciúmes de mim. Eu já tinha percebido isso, principalmente com o pai, sempre que ele se aproxima de mim, tentando conversar, ou ficar abraçadinho, ela sempre arruma um jeito de chamar a atenção para ela. Mas como adultos sempre direcionamos a atenção dela para outras coisas, evitando um confronto e na maioria das vezes deu certo.

Agora com um bebê envolvido no esquema a situação mudou totalmente, mesmo porque bebês são tão fofinhos e mais um monte de outros “inhos” que fica difícil administrar o ciúmes de uma menina crescida, que continua tendo a minha atenção, mas agora não mais 100%.

Eis que hoje surgiu a pergunta:

Mãe, você gosta mais de quem? De mim ou da Juju?

Eu amo as duas igualmente. – eu respondi.

Não mãe, eu quero saber quem você ama mais? Só pode escolher uma!

É claro que eu reafirmei que amo as duas do mesmo jeito, enumerando as infinitas qualidades dela. Mas realmente eu achei que essa perguntinha ingrata surgiria somente daqui a alguns anos. Isso tudo é difícil para mim, porque eu não sou ciumenta, nunca fui, não está na minha personalidade, então é complicado entender o que ela sente, já que não é um sentimento que fez parte da minha vida. E olha que eu tive três irmãos, sempre os amei e ponto final. Nunca tive a sensação de estar perdendo atenção, porque meu irmão existia e ainda não sei lidar com esse sentimento da Mari.

Na maioria das vezes acabo repreendo as atitudes dela e acredito que isso esteja mais prejudicando, que ajudando. Acho que reconhecer isso já é um grande passo para mudar e agir diferente. Alguma ideia?

4 Comentários

Arquivado em Trocando experiências

Preparativos da festa da Polly

Vou mostrar as minhas artes para deixar a festinha da Mari mais personalizada, tudo do jeito que ela me pediu.

O convite que eu tinha mostrado aqui, acabei mudando de última hora, não tinha gostado do jeito que ficou e na hora de imprimir e entregar para os convidados eu fiz esse outro:

Também fiz umas tags para aplicar nos saquinhos de doces, que ficaram assim:

Também fiz um banner para usar como painel, que a Mari adorou. Agora que passou a festa está pendurado no quarto de brincar e ela faz questão de mostrar pra todo mundo. Vou mostrar a arte e a foto dele pendurado:

Como eu já tinha falado, usei os próprios brinquedos que a Mari tem da Polly na decoração. Ficou tudo do jeitinho que a gente queria: bem simples e colorido.

No próximo post vou contar como foi a festinha na escola.

Ah, se alguém quiser fazer essas artes para festas ou quaisquer outros fins é só deixar um comentário que eu entro em contato por e-mail, mas deixe o seu e-mail correto, ele não aparece nos comentários, só eu tenho acesso 😉

Ps. Eu sei que estou devagar com essa atualização, mas o trabalho anda com os prazos apertados e ainda tem aquela tendinite que insiste em me acompanhar, mas com paciência eu consigo colocar os assuntos em dia.

3 Comentários

Arquivado em Mariana, Trocando experiências

Mamadeira

Há alguns meses atrás o papai Cris cismou que era hora da Mari largar a mamadeira, mas eu resisti à ideia. Não por causa da mamadeira, mas sim pelo leite.

Uma criança na idade da Mari precisa de uma dose diária de 500 a 600 ml de leite. Com a mamadeira a Mari sempre tomou essa quantidade de leite, o problema é que sem a mamadeira, ela não toma nem metade dessa dose diária recomendada, o que me traz preocupação.

Quando o pai dela decidiu tirar a mamadeira, fizemos um teste, ela ficou três dias sem a mamadeira e para ela foi normal, não chorou e não pediu a tal da mamadeira em nenhum momento. Mas para tomar o leite no copo (mesmo no copo de transição) não rolava. Ela tomava um pouquinho e largava, a gente insistia ela tomava mais um golinho e recusava totalmente o restante. Então, depois de provar ao pai que ainda não era o momento adequado para retirar o leite (nesse caso a mamadeira não era problema), voltei a dar a mamadeira e ela voltou a tomar bastante leite.

O tempo passou e semana passada li o que a Beta postou no blog da Gabi, que a Gabi tinha largado a mamadeira. Comentei com a Mari sobre isso e passou. Na sexta-feira passada eu fui dar a mamadeira para a Mari dormir e ela falou pra mim:

Mãe essa é a última vez que eu tomo leite na mamadeira, amanhã vou tomar no copo!

Eu conversei com ela, falei que ficava muito feliz com essa decisão, mas que ela precisaria tomar todo o leite do copo, que eu ficaria triste se ela não tomasse tudo, ela concordou, tomou a mamadeira e dormiu. No dia seguinte a primeira coisa que ela fez, foi pegar a mamadeira e jogar no lixo, isso tudo por iniciativa própria, sem que eu falasse nada. Eu fiz o leite no copo e dei pra ela, ela tomou tudo, mas não quer o copo de transição, nem o copo de canudo, quer o copo normal, porque já é uma moça.

Desde sábado nossa moça não toma mais mamadeira, não pediu mais. Tem vezes que enrola para tomar o leite todo do copo. Mas eu tenho feito algumas receitas que levam leite, vitaminas, para suprir o leite que ela não toma mais, por causa da mamadeira.

Como a Beta disse sabiamente, as crianças tem o tempo delas para passarem por todas as fases da vida. Isso acontece quando elas têm segurança em dar o próximo passo, cabe a nós os pais sabermos esperar com paciência e amor.

2 Comentários

Arquivado em Mariana, Trocando experiências

Festa

Comecei hoje os preparativos para a festa de 4 anos da Mari.

Tema: Polly Pocket (decretado escolhido pela aniversariante)

Dia: 07/05/2011 (ela nasceu dia 02, mas esse ano dia 2 é segunda-feira, num rola festa segunda-feira, então vai pro sábado seguinte).

A festa vai ser em casa mesmo, estamos sem grana pra salão de festas  (que era a minha vontade), vai ficar pra próxima, ficar endividada é que não rola.

A decoração será feita pela mamãe, usando toda a coleção da Polly que a aniversariante possui. Como a guria gosta dessa bonequinha pequenininha (que perde todos os sapatos).

As coisinhas de comer eu sempre encomendo com uma boleira que tem aqui perto de casa, ela manda super bem, tudo fica delicioso (e barato), eu mando fazer o bolo, docinhos e salgadinhos. Esse negócio de ficar enrolando docinho um dia antes da festa não é pra mim, você acaba chegando morta de cansaço na hora de curtir a festa e os convidados. Então bora terceirizar?!

Minhas ajudantes (mãe, sogra e quem mais quiser ajudar) vão se encarregar do cachorro quente. Eu vou fazer saquinho de doces pra garotada. Também vou mandar fazer o painel de fundo, final de semana vamos fazer aquela sessão fotográfica (feita pelo pai e mãe da aniversariante) para termos fotos para o painel e para a lembrancinha.

Assim nossa pequena tem a festa e deixa o bolso da mamãe e do papai bem saudável.

Acho que é só isso, esqueci de alguma coisa?

Volto com notícias depois.

3 Comentários

Arquivado em Trocando experiências

Como conseguir seu twitter de volta

Como eu já contei eu deletei o meu twitter, mas me arrependi. Pensei e agora o que eu faço?

Em uma busca rápida pelo tio Google, eu achei um e-mail (restore@twitter.com) e enviei uma mensagem, perguntando o que eu poderia fazer para ter o meu username de volta, nessa altura eu nem queria os dados, como following ou os followers, eu só queria o meu username mesmo.

A resposta ao meu e-mail não foi muito animadora, eles disseram que se eu exclui a minha conta, era permanente e que eu poderia fazer um novo twitter com um novo nome de usuário. Insistente como eu sou, respondi implorando que houvesse outra maneira de conseguir o meu username de volta.

Recebi uma resposta que minha conta tinha sido restaurada e que eu poderia definir uma nova senha e tive tudinho de volta, todos os meus tweets, following, followers e direct messages. Fiquei feliz da vida!

Então se você assim como eu apagou o seu twitter e se arrependeu, você pode tê-lo de volta sim, é só ter um pouquinho de paciência e esperar a resposta do Twitter Team. No meu caso a resposta foi rápida, eu apaguei o twitter no dia 11, dia 12 enviei o e-mail para o restore@twitter.com. Recebi a primeira resposta no mesmo dia, respondi novamente no mesmo dia. E a resposta que eu desejava com a restauração da conta, veio no dia 15. Foi bem rápido, né?

Lembrando que você deve enviar o e-mail em inglês, a equipe do twitter não fala português, não adianta você escrever “abrasileires” que eles não vão entender nada e você ficará sem resposta. Se você não sabe inglês existe o tradutor do Google, ok?

6 Comentários

Arquivado em Trocando experiências

Palmadas

Há uma polêmica a respeito da famosa “palmada educativa”. Eu não escrever aqui sobre se é dever do governo proibir essas palmadas ou não. O que quero escrever é sobre a educação que damos aos nossos filhos.

Existem pessoas que são totalmente a favor dessas palmadas como forma de educar, outras que são totalmente contras e existem ainda aquelas que ficam em cima do muro sem uma opinião formada.

Eu, Monalisa, não sou a favor da palmada. Explico. Será necessária mesmo uma agressão física para educar um filho, ou no meu caso minha filha? Com certeza não, e digo isso porque estou na prática diária, não fico na teoria.

E você pode me perguntar: “Mas, vc nunca sentiu vontade de dar “uns tapas” na Mariana?” Eu respondo: “Milhares de vezes, e já dei palmadas na bunda dela sim”. E sabe o que aprendi, um tapa que dou na minha filha, dói bem mais em mim do que nela. Em mim, não é dor física, mas sim dor moral. Por que como posso perder o controle ao ponto de bater nela achando que isso resolveris todos os problemas do mundo? Não resolve, o máximo que acontece é um adiamento da solução do problema, causando dor, mal-estar e afastamento entre mim e ela.

Escutar choros, gritos e pirracinhas de criança, não é tarefa fácil. E Mariana é muito argumentativa e isso complica muito as coisas. Perder a paciência fica muito fácil. Mas, eu nunca escutei ninguém dizer que educar filho é fácil. É difícil e muito difícil.

Então, há algum tempo eu decidi que não daria mais um tapa sequer em Mariana, e começamos um tratamento de choque por aqui. Eu me controlando, contando até dez, respirando fundo um milhão de vezes e segurando a mão para não dar na bunda dela. E ela aprendendo que tinha que obedecer e seguir as regras, e quando isso não acontece ela tem que enfrentar as consequências, que são: castigo, perder algum brinquedo que gosta, ficar sem TV, etc.

Ela tem o “cantinho da disciplina” aqui em casa. E eu falo uma vez, falo duas, a terceira vez eu não falo mais, vai sentar e pensar no que fez de errado. E para ela, sentar nesse cantinho é o mesmo que a morte. E isso tudo sem gritos, sem palmadas,só uma ordem minha e a obediência dela. Para chegar a esse ponto foi bem difícil, tem horas que ela sai sem que eu a tire, mas ela volta pra lá e sabe que quanto mais tempo ela desobeder mais tempo fica no castigo. Também, tiro os brinquedos e jogos que ela gosta, coloco em cima do armário e ela sabe que está lá e não pode pegar. Fico falando o tempo todo: “Olha tá vendo o seu brinquedo, só vai voltar para você quando obedecer”. A TV e os jogos de computador também fazem essa tarefa na educação dela.

E tudo isso tem funcionado melhor do que palmadas com toda certeza. Porque tenho a minha filha ao meu lado, ela é minha amiguinha. É claro que ela não deixa de ser criança e aprontar bastante, mas ela também sabe que tem que obedecer, respeitar e ser educada com todos. E pelo que tenho percebido nesses três anos, estamos no caminho certo.

Palmada não educa, ela deixa a criança ter medo de você, e esse é um caminho que não quero dentro da minha casa. Minha filha não precisa ter medo de mim, eu sou o porto seguro dela, quem deve protegê-la até que ela saiba proteger a si mesma sozinha. Ela deve me respeitar, sem medo e sem culpas da minha parte. Aqui na minha casa não tem palmadas, e temos uma criança super educada e que é elogiada por todos que a conhecem.

11 Comentários

Arquivado em Trocando experiências

Vida a dois

Aproveitando que mais cedo, escrevi sobre o meu maridinho, me lembrei de algumas coisas do início do meu casamento.

Para mim, o início foi o mais difícil. Geralmente, as pessoas começam a ter problemas depois de um ano ou mais, mas o meu primeiro ano que foi complicado.

Eu sempre fui super independente, sempre trabalhei, tive meu dinheiro, nunca dei satisfações da minha vida a ninguém, nem a minha mãe. Não estou dizendo que era rebelde, nada disso, só era independente. E depois que a gente casa, certas coisas mudam, e isso foi uma delas. Depois de casada eu não podia decidir as coisas sozinha. As decisões tinham que ser tomadas juntas, e muitas vezes eu me esquecia completamente disso, e quando via já tinha feito e acontecido, deixando o Cris de fora. Tivemos diversas discussões por causa disso. Até que fui me ajustando a minha nova condição de senhora casada, hahahaha.

Outra coisa que desgastou muito o início, foi a distribuição de tarefas. Eu nunca fui do lar, e ainda não sou, não tive a responsabilidade de lavar, passar, cozinhar, arrumar, nada disso. A única coisa que fazia quando morava com a minha mãe, era manter as minhas coisas organizadas, porque o resto ela fazia. Eu trabalho fora de casa, desde os catorze anos de idade, e sempre traabalhei e estudei. Lá em Sampa, acordava cinco e meia da manhã, saía de casa as seis e só chegava por volta de meia noite. Essa era a rotina diária. Final de semana, eu saía, dormia, visitava parentes, fazia trabalhos da escola ou faculdade, não tinha tempo, e nem vontade, de ficar presa a serviços domésticos. E minha mãe também nunca me cobrou nada disso. Enfim, não fui criada para cuidar de casa.

Então, depois que casei, passei a ter essa responsabilidade. Apesar, do Cris me ajudar e me compreender nesse sentido, tivemos muitos problemas com isso. Um porque eu não pedia ajuda, eu achava que ele tinha que se disponibilizar por livre e espontânea vontade. Dois porque ele não se disponibilizava. Era assim, a gente chegava do trabalho e ele ía para o computador, ou ver TV, e eu ía agitar as coisas, ver o que iríamos comer, etc. E eu ficava com raiva e não fazia nada. Mas, também não falava, o que era um grande erro. Então, quando ele ía procurar comida, ou roupas limpas, nunca tinha. Ele se estressava, eu já estava estressada, e acabavamos brigando.

A solução foi dada por ele, que me falou para pedir ajuda, dizer o que eu queria que ele fizesse. E as coisas mudaram e melhoraram 100%. Porque a tola aqui, achava que ele tinha que saber o que deveria fazer, sem que eu precisasse mandar. Mas, tudo o que eu pedia para ele fazer, ele fazia. Então, ficando mais sábia pensei, “se eu peço e ele faz, porque não vou pedir. Bora largar de orgulho bobo e melhorar as coisas por aqui“. E assim foi feito, eu falava: “Cris, coloca a roupa na máquina de lavar. Ele colocava. “Cris, lava o banheiro“. Ele lavava. “Cris, corta os legumes e faz o arroz“. Ele fazia. “Cris cozinha o feijão e faz a carne“. Assim era feito. “Cris limpa o quintal“. O quintal era limpo. E é assim até hoje, tudo o que eu peço ele faz. Mas, eu tenho que pedir. Hoje, já acostumei, mas antes eu realmente achava um cúmulo eu ter que pedir, eu achava que ele tinha que saber o que fazer. E resolvemos esse problema com a tal comunicação.

Deve ser por isso que todos dizem que o segredo de um casamento está na comunicação. Aqui nós aprendemos isso a duras penas. Chorei muito por coisas tão bobas, que se eu só abrisse a boca e falasse, estaria pronto.

Hoje, tem certas coisas que eu não preciso mais pedir, ele já acostumou também aos serviços domésticos. Se ele ver o cesto de roupas sujas cheio, ele mesmo coloca na máquina, pendura no varal, vigia se já secou, tira do varal, dobra o que é de passar e guarda nos armários e gavetas o que não tem necessidade do ferro. Se ele vê que tem louça suja, ele lava. Se ele suou muito durante a noite, ele levanta da cama e troca os lençois. Tudo sozinho, sem que eu tenha que pedir. Mas, algumas coisas eu peço e sempre sou atendida. Assim, vamos dividindo essas coisas que parecem bobas, mas que viram bolas de neve se não nos ajudarmos.

E eu tenho uma grande vantagem, meu marido é super organizado. Isso ajuda horrores, e nunca precisei reclamar por toalha molhada em cima da cama, hahaha, isso ele nunca fez.

É realmente difícil se ajustar a uma pessoa diferente de você, mas com amor e comunicação a gente chega lá. Os dois vão cedendo aqui e ali, e nunca fica pesado, nem para um e nem para o outro.

Depois, da chegada de Mariana, as coisas melhoraram mais ainda, porque ele também passou a dividir os cuidados dela comigo. Ele dá banho, dá comida, conta história, brinca, ajuda no dever de casa, leva ao médico, é um paizão. E eu só tenho a agradecer a Deus, por um marido tão precioso!

Então, para você que me lê e quer casar, saiba que nem tudo são flores, mas com amor dá para superar os espinhos.

E como diria o Luciano Huck: “Se você quer casar para ser feliz, não case. Só case se for para fazer o outro feliz!

8 Comentários

Arquivado em Cristiano, Eu, Trocando experiências