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Profundamente triste

Hoje parecia ser mais um dia normal, levantamos, tomamos nosso café da manhã em família, nos aprontamos, deixamos a Mari na escola e fomos trabalhar. Tinha alguns clientes para visitar e precisava servir de motorista para o marido. Quando retornei para casa na hora do almoço, Cris me liga e diz o que tinha acontecido, ligo a televisão correndo e fico sem reação.

O choro demorou a sair, fiquei paralisada um tempão tentando entender o que tinha acontecido. Ver o desespero de todos os pais tentando buscar informações sobre seus filhos foi dilacerante.

A pergunta que me vem à cabeça quando barbáries como essa acontecem é sempre a mesma: “como uma pessoa pode cometer tamanha atrocidade?” É claro que eu sei a resposta: falta de fé. A desesperança é algo muito ruim. Quando temos esperança é mais fácil passar pelos problemas da vida.

Depois de chorar muito, Cris me ligou e pediu que eu desligasse a televisão, ele me conhece e sabe como eu fico abalada com essas coisas, eu me coloco no lugar de quem está sofrendo e posso sentir a dor da pessoa, chega a ser físico. Fiz o que meu marido pediu e me desliguei um pouco de tudo isso.

Também orei pelas famílias, amigos dos que morreram nesse crime hediondo. Não pude deixar de pensar nos professores que enfrentaram aquela situação, até liguei pra Ju, falamos pouco, nada das gargalhadas que costumamos dar quando nos falamos ao telefone. O coração fica assim apertadinho.

E será que é muito egoísmo da minha parte pedir a Deus que eu nunca passe por uma situação assim?

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Rio

O post de hoje é longo e chato, mas eu estou precisando desabafar e aqui é o meu cantinho, onde posso fazer isso. Então, peço a você que não tente achar lógica em nada do que vou escrever aqui e se não quiser ler também, fique à vontade, porque eu estou bem pra baixo mesmo. Ah, mas não se esqueçam de que eu sou sanguínea e posso mudar meu estado de espírito a qualquer segundo.

Todo mundo deve estar acompanhando a onda de ataques que bandidos estão fazendo por toda a região metropolitana do Rio, isso inclui Niterói e São Gonçalo, lugares onde eu trabalho e resido. Meu marido também trabalha no Rio e ontem ele estava na Tijuca. É claro que fiquei o tempo todo pedindo a Deus que o protegesse, porque nessa hora não dá pra contar com polícia ou política, só Deus mesmo.

Eu confesso estar anestesiada com isso tudo, não sei o que pensar e nem o que dizer direito. É inacreditável que num país alegre e festivo como o nosso, estejamos enfrentando uma guerra, com terrorista e tudo. Parece mais um roteiro de cinema, aliás, quem viu Tropa de Elite 2, sabe do que estou falando. Mas quem dera que fosse só um filme, que não fosse à realidade que o carioca está enfrentando.

Eu amo esse lugar aqui, meu coração se divide entre SP e RJ. Em Sampa está a minha família (pai, mãe, avó, tios, tias, primos e primas) e os meus amigos que me virão crescer, foram 20 anos morando lá, minha vida e formação vem de lá. Aqui no RJ está à família que eu formei (marido e filha), foi aqui que eu escolhi viver e tive a benção de Deus para isso. Fico entristecida com tudo o que estão fazendo com um lugar tão lindo.

Viver prisioneira no lugar onde se mora é triste. Não poder sair de casa, ter medo de ir a um shopping, a praia ou trabalhar, não é algo que alguém queira viver. É lógico que a vida não pode parar, mas muitas vezes o medo me paralisa totalmente. Eu que sempre tentei vencer os meus medos, que até pulei de paraquedas, que não tenho medo do mar só porque ele quase levou a minha vida. É cruel eu ter medo de sair de casa ou ficar morta de preocupação com meu marido que está na rua.

Ontem, ele chegou a casa meia-noite, disse que vários tanques do exército estavam indo em direção ao Rio. É ou não é uma guerra? Que a violência aqui sempre foi assustadora, não é nenhuma novidade, mas agora está mais que assustadora, se é que isso é possível.

Meu primo veio hoje de manhã de Queimados e disse que o negócio está feio por lá também. Os pais não estão mandando as crianças para a escola, o pessoal está indo pro Rio trabalhar de trem com medo de ter os carros incendiados. O governador vai pra TV e fala que não é necessário pânico e que as pessoas podem seguir com a vida normalmente. Eu me pergunto: “como?” Sinceramente eu não consigo levar a vida normal com tudo isso acontecendo ao meu lado.

Agora não aparece ninguém dos direitos humanos para falar nada, mas na hora que a polícia prender todo mundo e não tiver cadeia para todos eles, os direitos humanos aparecem pedindo condições dignas para eles. Mas hoje são eles que estão nos impedindo de viver, são eles que nos fazem prisioneiros em nossa própria casa, são eles que matam, incendeiam, causam pânico, tocam o terror e cadê o meu direito humano garantido em constituição de ir e vir? Esse não existe por aqui.

Às vezes eu preciso ir a um cliente demonstrar um site e preciso levar o meu notebook, vou com um medo desgraçado de ser assaltada. Meu marido me deu um Iphone de presente, que eu morro de medo de usar na rua. Eu não atravesso a ponte de carro, tenho verdadeiro pânico de acontecer algum arrastão e estarmos no meio e não conseguir tirar a minha filha da cadeirinha a tempo de acontecer alguma tragédia.

Aí, você pode me dizer, mas você não deve pensar assim, tem que pensar positivamente. Uma das maiores qualidades de um sanguíneo é ser positivo, mas nesse clima de terror está impossível pensar positivo, está impossível não pensar em tudo isso e não ser tomado por pânico.

Ok, eu sabia que tudo isso iria acontecer, está tudinho escrito lá na bíblia no livro que eu já li várias vezes (apocalipse). Só me dá vontade de dizer: “Jesus volta logo, tá difícil!” Ser julgada por maliciosa eu aguento, mas isso não.

Sei que tem muitas pessoas orando pelo Rio, clamando por essa cidade que é sim maravilhosa, mesmo que bandidos tentem dizer que não. Só peço a todos vocês que continuem clamando. Que as autoridades consigam resolver logo isso, que transfiram os presos necessários para penitenciárias de segurança máxima. Que prendam quem precise ser preso. Que os financiadores disso tudo percebam que não fazem mal só a si mesmo, que eles vejam que o baseadinho deles afeta todos ao redor deles. Que as igrejas parem de querer arrecadar dinheiro, que parem de olhar só para a porta de entrada, que elas olhem para a porta de saída também. Muitos dos bandidos que estão envolvidos nesse terror conhecem a palavra de Deus, mas não foram tratados como deveriam dentro das igrejas. Eles pagarão por tudo isso no dia do juízo, mas os pastores que não os ensinaram quando tiveram chance também responderão a Deus. Eles são vidas perdidas que precisam achar salvação, mas nem por isso a sociedade pode passar a mão na cabeça deles. Eles terão que pagar por tudo isso, de uma forma ou de outra.

Meu coração angustiado, entristecido e apavorado clama por dias melhores, hoje está cruel! Mas Rio eu amo você!

 

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Eleições 2010

Eu sei que as eleições já acabaram e estou aliviada por isso. Ensaiei escrever esse post diversas vezes, mas sempre me detive por não querer entrar em certas discussões políticas e religiosas (sim religiosas, porque em 2010 as eleições e religiões se misturaram totalmente). Você pode achar covarde da minha parte tal atitude, mas eu sou assim mesmo, não gosto de entrar em “briguinhas” que não levam a nada e acrescentam pouco. Sinceramente a minha opinião pouco acrescentaria na sua vida, então se não quiser saber as minhas opiniões sobre esse assunto, a porta da rua é a serventia da casa.

Eu fiquei boba com muitas coisas que aconteceram nessas eleições. Uma coisa que me deixou de queixo caído foi o envolvimento de pastores declarando abertamente o seu voto e manipulando a mente das pessoas, que acreditam em tudo o que seus líderes falam (o meu povo, bora pesquisar mais, se informar melhor, aguçar o senso crítico?). Houve tantas mentiras, fofocas, pessoas dizendo o que queriam sem base nenhuma de argumentação, foi muito triste de ver, ouvir e ler tais coisas. Teve horas que eu queria me enfiar debaixo da mesa e não encarar ninguém que conhece as minhas opiniões políticas e religiosas, senti muita vergonha alheia por isso. Silas Malafaia apoiando José Serra, dizendo que Marina Silva ficou em cima do muro foi o fim. Não vou nem falar dos outros, pois esses não merecem nem que eu os cite em qualquer texto.

O que posso falar do José Serra, um homem que se diz íntegro e que assinou um compromisso com o Estado de São Paulo dizendo que não largaria o governo para tentar se eleger para presidente e na primeira oportunidade vaza do governo sem olhar pra trás. Esse não merece meu respeito mesmo. Isso sem nem citar o assunto dos medicamentos genéricos, em que ele deu um rombo na indústria nacional, isentando de impostos o produto importado, acabando com tudo que o Itamar tinha criado (Não conhece essa história? Tio Gugol tá aí é só pesquisar). E pensar que ele se gaba de tal feito, é rir para não chorar. Já pensou se esse homem é eleito o que ele iria fazer com o pré-sal? Dá muito medo só de pensar nisso. Até hoje eu morro só de lembrar-me da Vale do Rio Doce, que seu querido amigo FHC entregou de bandeja aos gringos.

Sobre a dona Dilma eu não sabia muitas coisas sobre ela no início da campanha presidencial, a única coisa que eu sabia é que aprovo o governo Lula. Teve deslizes? Sim. Teve corrupção? Sim. Eu aprovo essas coisas? Não. Mas eu qual governo não teve isso? Eu não sei responder, se você souber me diz aí nos comentários. O que eu sei responder é que as classes mais baixas foram à prioridade do governo, que lutou incansavelmente por essas pessoas. Os empregos foram criados, as bolsas de auxílio que ajudam a tanta pessoas. Eu conheço muitas e muitas pessoas que foram beneficiadas com essas bolsas. Mas o que eu vi nesses oito anos de Lula foi mais que “dar o peixe”, foi o “ensinar a pescar” que me deixou feliz. Eu conheço pessoas que não teriam nunca a oportunidade de fazer uma faculdade e com os programas eficientes do governo, vejo todo mundo estudando (mesmo que o próprio presidente não tenha feito isso, hehehehe). O Brasil passou a ser respeitado internacionalmente. A inclusão digital cresce a olhos vistos. Quem diria que em quase todas as casas brasileiras teriam acesso banda larga a internet, e olha que apesar de ser “classe média” eu tenho muitos conhecidos em classes mais baixas. Eu vi pessoas de classe baixa comprarem sua casa própria. Eu vi tantas coisas que pareciam impossíveis acontecerem nesses anos de governo Lula. Por isso eu aprovo o governo dele, mesmo com toda a grande mídia contra, ele permaneceu por cima. Isso só pode ser mérito de um bom governo!

Aí vem essa tal de Dilma Roussef, que eu conhecia quase nada. Mas vou pesquisando aqui e ali e descubro que ela foi a responsável pela nacionalização das plataformas da Petrobrás, gerando muitos empregos e levando a construção naval do Brasil entre as dez mais do mundo. Eu moro no Rio e vejo todos os dias como a indústria naval é a grande responsável pela economia por aqui. Ela também foi responsável pelo programa “Luz para todos”, que trouxe energia elétrica a milhares de famílias. Já pensou o que é viver sem energia elétrica? Eu não consigo nem imaginar, quando falta energia por aqui, eu já fico maluca. Descobri também que ela assumiu a Casa Civil depois do escândalo do mensalão. Aí me pergunto: que mulher é essa que pega esse rabo de foguete? E como nem tudo são flores, se por esses motivos eu até votaria nela, mas aí ela vem e bate em questões muito sérias para mim: aborto e casamento de pessoas do mesmo sexo. Fora o fato de não saber falar, aquelas gaguejadas nos debates me deixavam totalmente insegura.

Voltando a pensar no José Serra como opção. Eu não consegui engolir a capa de santo que ele vestiu. Veja bem eu sou paulistana, conheço esse senhor e seus feitos e desfeitos desde garotinha, não dava para engolir ele como presidente. Não mesmo. Ele também bateu naqueles assuntos que eu considero sérios.

Mesmo sabendo que um presidente não decide sozinho se o aborto vai ser legalizado ou se pessoas do mesmo sexo poderão casar (o que particularmente eu acho muito difícil acontecer), sabemos que a opinião do cargo mais alto do país conta muito.

Um casal gay pode se unir perante a justiça, eu até concordo com isso. Mas quererem entrar numa igreja católica ou evangélica para se unirem em matrimônio, sabemos que isso não vai acontecer. Isso estaria indo de encontro a Constituição, que nos garante a liberdade religiosa e o direito de culto. Então se um homossexual que se casar com o seu parceiro, já existem igrejas que apoiam esse tipo de união, é só ir lá e ser feliz. Agora se o sonho desse homossexual é se casar na Igreja da Sé com tudo que tem direito, ele vai infligir à liberdade religiosa de outros. Então sempre será assim: cada um no seu cada um e cada qual no seu cada qual. Isso é fato! Contra fatos não há argumentos. (Estou cheia de clichês hoje, né? hehehehe)

Aborto. Vou falar que nem a Fernanda Brum: “Se eu não tive direito de ter meu bebê, ninguém tem direito de tirar um bebê também.” Nem sei se foram essas palavras que ela usou, mas foi mais ou menos isso e eu concordo com ela. Eu não tive o direito de escolher se iria ter o meu bebê, tive um aborto espontâneo e perdi o meu filho, que mesmo sendo uma sementinha já era muito amado. Não entra na minha cabeça que uma mulher possa tirar um bebê saudável de dentro dela. Não quer ter filhos, não faça eles, oras bolas! Você pode me perguntar: “Mas se ela foi estuprada, não teve escolha também. E aí?” E aí que existe um monte de casais na fila de adoção a espera de um bebê saudável e o governo dá todo o apoio psicológico e físico as vítimas de abuso sexual, ela pode ter o bebê, nem ver a criança e entregar para adoção. O fato de se submeter a um aborto não vai apagar o fato de ter sido estuprada. Eu tive uma amiga no meu trabalho que foi vítima de um estuprador, assim que chegou a delegacia, foi encaminhada ao IML e depois ao hospital, ela tomou pílulas do dia seguinte, o coquetel de AIDS durante algum tempo e teve todo o apoio psicológico, tudo financiado pelo governo, já que ela não tinha plano de saúde. Hoje ela vive uma vida normal, é casada e tem lindos bebês. Esse é o trabalho do governo: dar segurança para que tais atos não ocorram e se ocorrerem dar todo o apoio necessário à vítima, não oferecer a ela um aborto e está tudo certo. Isso nunca vai entrar na minha cabeça. Fico com as palavras de um médico do SUS: “Eu jurei salvar vidas, não tirá-las”.

Visto tudo isso, eu pensei e agora em quem votar? Não dei meu voto a nenhum dos dois. Mas fiquei feliz com a vitória da Dilma, como me disse sabiamente uma conhecida no twitter: “Não dá para voltar ao ostracismo do governo do PSDB”. Isso não dava mesmo. O povo escolheu a continuidade do governo Lula e eu torço muito para que ocorra essa continuidade, o que não podemos e voltar para trás, e com o Serra acredito que retrocederíamos oito anos, isso seria triste.

Um fato pós-eleições que me deixou pasma foi o índice de abstenção: 21%. Isso é muita coisa, com certeza precisamos rever os nossos conceitos, essas pessoas viraram as costas para o país, isso é triste!

Outro fato foi à paulistana que deu aquela infeliz declaração no twitter. Ela foi infeliz e eu acho que deveria pagar sim pelo que disse: a incitação à violência foi demais pro meu gosto. Mas as críticas que ela sofreu, demonstraram que os que sofreram o preconceito, são mais preconceituosos do que ela. Eu sou uma paulistana, filha de capixaba com paranaense e neta de pernambucanos, isso é Brasil, somos todos uns só. O nordeste não foi o único responsável por Dilma ser eleita. Os responsáveis foram os 21% que abstiveram o seu voto. Ou você acha que não foi o povo do sudeste que preferiram passar o feriado prolongado na praia? Como disse o Coronel Nascimento em Tropa de Elite 2: “O voto é mercadoria mais valiosa”.

Essa é minha opinião, pessoal e intransferível, não quero que você concorde comigo, mas isso é o que eu penso. Só escrevi esse texto para eu ler daqui a quatro anos e pensar se eu estava certa ou errada. É claro que eu quero estar certa, mas sei que não terei problemas em reconhecer se estiver errada.

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São coisas que acontecem!

Ontem, eu deixei geral no “buteco” preocupada comigo. Mas é que a pessoa aqui é super exagerada, e tudo vira um dramalhão mexicano. 

Para contar o que aconteceu eu vou ter que explicar algumas coisas primeiro, então senta que lá vem a história, e se você não tiver com paciência tem um X ali no canto superior direito da tela do seu pc, notebook, ou seja lá como vc esteja lendo esse texto, é só clicar e ser feliz. Dito isso, vamos a história.

Eu moro num morro. É que aqui é alto e para chegar a minha casa você tem que subir. Para carioca tudo que você tem que subir é morro, então acaba que eu moro num morro. Mas não é aqueles morros que vocês veem na televisão, aquilo ali é favela. Aqui não é favela, é só um lugar alto, de onde eu vejo a baía de Guanabara, a Ponte Costa e Silva (mais conhecida como ponte Rio-Niterói), o Cristo Redentor e o Dedo de Deus, bem como toda a serra que vai para Petropólis e Teresópolis. Também dá pra ver a Reduc de Duque de Caxias. Eu sou péssima em geografia, sempre fui, e a geografia do Rio é um fato muito interessante para mim. O legal é que dá pra ver tudo isso da minha casa. E o pôr-do-sol que é a coisa mais linda.

A rua da minha casa é super tranquila, crianças bricam na rua, carros ficam parados, tem casa que nem tem portão, minha casa tem o muro bem baixinho, tudo bem calmo sempre. Moram alguns policiais aqui perto, um coronel reformado e um comandante do BOPE. Não tem mílícias, não tem bandidos e todos se conhecem.

Com a repressão aos traficantes nas favelas do Rio de Janeiro, a polícia está se precavendo para que esses traficantes não invadam outros lugares, como Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e a Baixada Fluminense. Só que sabemos que não é um trabalho nada fácil. Mas alguma coisa pelo menos sabendo que está sendo feito.

A polícia ontem estava “dando dura” aqui perto de casa e um rapaz fugiu correndo e subiu na minha rua, isso já eram mais de dez horas da noite. A ordem foi dada para que ele parasse, ele tirou uma arma e atirou contras os policiais, que obviamente revidaram e mataram o sujeito. Só que tudo isso aconteceu na hora que meu marido estava chegando do trabalho. Imaginem o meu desespero e pânico.

Eu sabia que ele estava bem, porque falou comigo pelo telefone. Mas os policiais não deixavam ninguém subir ou descer a rua. Eu falei para ele dar a volta por outro lado para chegar em casa e assim ele fez, mas não quis ficar comigo no telefone. Os momentos que fiquei sem falar com ele foram angustiantes. Eu não sabia o que ele poderia encontrar do outro lado. Só podia orar por ele. Aí entrei no chat para falar com as meninas e nesse momento ele chegou para acalmar meu coração.

A essa altura já tinha um monte de gente na rua, mães procurando pelos filhos que ainda estavam na rua de baixo, ou pessoas preocupadas com quem estava chegando do trabalho. Moradores que moram aqui há mais de quarenta anos e nunca viram nada disso acontecer.

Conosco nada aconteceu, só a angústia da espera que foi desesperador, ainda mais para alguém tão exagerada quanto eu. Quantas besteiras podem passar por nossa cabeça em tão pouco tempo. Só podemos contar mesmo com a nossa fé em Deus.

Hoje está tudo normal e tranquilo novamente, como sempre foi, as crianças brincando na rua, a “turminha da fofoca” sentadas nas calçadas. A normalidade voltou a reinar. 

Fiz esse post só para agradecer a atenção que as meninas me deram, e por saber que deixei todas angustiadas junto comigo. Me desculpem por isso, mas são coisas que acontecem!

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Livro de Joel

Sempre que aparecem na TV casos bárbaros, como aconteceu agora com a ex-namorada do goleiro Bruno eu me entristeço. Eu sou assim, não consigo aceitar e achar que isso é normal. Tem esses casos que se tornam públicos, como o dos Nardonis, ou da Suzana Richthofen, ou do João Hélio, da Daniela Peres e muitos outros que aparecem todos os dias nos noticiários. São filhos que planejam matam seus pais, são pais que matam seus filhos, são maridos que matam esposas, ou esposas que matam maridos e por aí vai. A vida não tem valor!

Sobre o caso de Eliza Samudio já ouvimos várias pérolas. Se entrar na tag Goleiro Bruno tem várias piadinhas sobre o caso. E a tag não sai dos TT´s mundiais, mas não pela morte de Eliza, mas sim pelas piadas envolvendo o nome do Bruno. Gente, isso tudo é muito triste. Uma pessoa morreu. E poderia ter sido eu ou você. Não adianta falar que é só uma brincadeira, pois uma vida foi tirada.

E você pode pensar: “Ah, mas a Eliza procurou o Bruno já tinha a ameaçado, ela já tinha feito uma denúncia contra ele”. Ela era uma vagabunda, prostituta, ou seja, lá o que falam dela. Não interessa o pecado que ela cometia. Deus ama o pecador! Ele condena o pecado, mas AMA o pecador. Isso é incontestável.

Ao abrir minha bíblia hoje pela manhã, Deus me levou a Joel, é um livro curtinho de apenas três capítulos. E na abertura do livro minha bíblia diz assim:

Joel

Você já sentiu sua via arruinada, como se gafanhotos houvessem comido todas as folhas verdes – e o que sobrou está seco, instável e terrivelmente frágil? Ou talvez você tenha assistido algum documentário na TV, mostrando mulheres pobres amontoadas à porta de casas abaladas por terremotos ou caminhando por alguma estrada empoeirada da África, com crianças agarradas às suas roupas maltrapilhas. Então, você orou: “Deus tenha misericórdia.” Aí se angustiou só de pensar: “E se fosse eu?”

O profeta descreve uma praga de gafanhotos não se apresentam amistosos, como aqueles que vivem nos jardins. Eles eram milhões, capazes de escurecer o céu por quilômetros, desfolhando árvores em quinze minutos. Joel inicia seu pequeno livro com um relato sobre a devastação de seu país. Diante de tal cenário, ele fala ao povo sobre o Senhor – sobre o plano divino para o futuro de Israel.

Os “gafanhotos” podem fazer com que você se sinta como se não tivesse futuro – ou não quisesse o futuro que a espera. Joel usa o exemplo dos gafanhotos para mostrar como será o “dia do Senhor” que está por vir (2.1). Mas, através de Joel, Deus diz que “não é tarde demais”. As pessoas ainda podem retornar a Ele de todo o coração (2.12).

Como se tivesse certeza de que o povo retornaria, Joel contempla as maravilhosas bênçãos vindouras. O Senhor promete as chuvas de outono e as de primavera, colheitas abundantes e jarras repletas de vinho e azeite (2.23,24).

Então, Joel olha bem à frente, para o futuro (nosso tempo) quando o Espírito de Deus é derramado sobre todo o seu povo: filhos, filhas, velhos, jovens, homens, mulheres. Que privilégio maravilhoso é estar entre aqueles que receberam o cumprimento daquela promessa!

Joel teve uma visão do que aconteceria mais adiante. Ele fala de um tempo quando “o sol se converterá em trevas, e a lua em sangue”, e de um “grande e terrível dia” (2.31). Ele fala de guerra, quando o povo vai forjar as enxadas, fazendo delas espadas (3.10) e de um dia de julgamento do Senhor (3.14).

As pessoas que sobrevivessem aos gafanhotos saberiam que aqueles seriam mesmo tempos terríveis. Mas, mesmo aqui, existe uma reafirmação de que “todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo” (2.32).

Acontecimentos do tipo “gafanhoto” podem conduzi-la ao desespero – ou a acusar Deus. Quando ao futuro, Deus j[a o conhece. E você pode vivê-lo com o Senhor. O livro de Joel dá essa certeza.

Fonte: Bíblia de Estudo da Mulher – Editora Atos

Deus conhece todas as coisas. E mesmo ficando entristecida com isso, eu tenho a certeza que as promessas de Deus serão cumpridas. Sobreviveremos aos “gafanhotos e tempos difíceis”, porque TODO AQUELE QUE INVOCAR O NOME DO SENHOR SERÁ SALVO.

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Copa do mundo, Nordeste e outros assuntos

E aí galera estão torcendo muito pelo Brasil?

O primeiro jogo não foi lá essas coisas, e deu até sono. Quer dizer no segundo jogo eu estava com mais sono. Mas, ver o nosso time jogando do jeito que jogou, foi maravilhoso e nem deu para dormir, hahahaha. A cara do juiz foi impagável com o gol de braço do Fabuloso. E depois eu xinguei todos os palavrões possíveis e inimagináveis com a expulsão INJUSTA do Kaká. Mas, fazer o quê? Faz parte do show, quer dizer do jogo! Que venha Portugal, que deu de sete na Coréia do Norte. Essa copa não tá estranha? Eu só eu acho isso?

Mas, o melhor são os bastidores Dunga x Globo. A Globo tá mordida porque o Dunga não dá dando nenhum privilégio para eles como os outros técnicos do Brasil faziam. O Dunga tá mordido porque ninguém acredita nele, e não concorda com ele. Tudo bem que falta de respeito, ninguém gosta, nem eu. Mas, xingar o ténico é jornalismo, xingar jornalista é crime contra a liberdade de imprensa? E o pior foi o Tadeu Schmidt dizer no Fantástico que o compromisso do jornalismo da Globo é com a verdade, tsc, sem comentários para essa frase. Foi pros TT´s mundiais! Eu só fico feliz em saber que as pessoas estão pensando mais, e não se deixando manipular pela Globo, como era a um tempo atrás. E viva o DUNGA e a SELEÇÃO BRASILEIRA! Que ganharam e se classificaram com apenas dois jogos, essa não deveria ser a matéria do jornalismo da Globo? #ironia

E nisso tudo vemos a força das mídias sociais. Tá difícil para qualquer um concorrer com o “boca-a-boca” do twitter. A voz do povo está sendo mais forte! É só ver a aprovação do projeto ficha limpa. E que seja assim com todas as coisas. Quem sabe com o povo unido a gente não consiga fazer um país melhor. Posso estar sendo utópica, mas sonhar ainda não paga imposto 😉

Agora falando de um assunto super sério, é sobre as chuvas no nordeste. Segundo a Defesa Civil mais de 600 pessoas estão desaparecidas, o número de mortos está subindo a cada instante, mais de 77 mil pessoas foram atingidas, tem gente desabrigada e não tem fornecimento de água para a população. Um situação muito triste, que me recorda muitos o que aconteceu aqui no Rio, primeiro em Angra, depois Niterói e São Gonçalo. O povo daqui ainda está se recuperando do acontecido. No twitter as pessoas estão divulgando como fazer doações, mas infelizmente a mídia não está divulgando como deveria. Aqui no Rio quando aconteceu as tragédias a mídia foi massante, e o resultado foi excelente, mas para o nordeste, parecem não estar nem aí. No site da globo.com não tem nenhuma informação na página inicial sobre o que está acontecendo, mas tem uma notícia bem grande e chamativa sobre a Fifa não punir o Dunga pelas ofensas ao jornalista Alex Escobar, da Globo. Triste, muito triste! Mais informações clique aqui.

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