Sobre um monte de coisas

Ah, hoje não estou querendo pensar em nenhum título, então vai esse aí mesmo. Nem sei se vocês terão saco para me ler, mas eu quero falar, e já que tenho um blog para chamar de “meu”, vou falar aqui.

Marido viajou a trabalho ontem e ía voltar só hoje, mas voltou ontem mesmo com todo o trabalho concluído, é um rapaz muito eficiente. Não, eu não vou falar do nosso trabalho. Vou falar da minha solidão. Hã? Monalisa o que um coisa tem haver com a outra? Ele não ficou nem um dia fora, dormiu em casa, foi como um dia normal, certo? Eu respondo: errado!

Sabe essa coisa de ficar longe de todo o mundo é muito ruim. Olha meu exagero aí outra vez: “longe de todo mundo”. Todo mundo que eu falo é a minha família e meus amigos. Pra quem não sabe vou explicar rapidinho: eu nasci em São Paulo e morei lá por vinte anos, hoje tenho vinte e seis. Então, basicamente minha vida inteira ficou lá, as pessoas que me viram crescer, as pessoas que eu cresci, as pessoas que eu confio, que eu gosto, minha avó, mãe, tias, tios, primas, primos, amigos, amigas. E isso tudo me faz muita falta.

E você que me lê (você já chegou até aqui, parabéns o post hoje é chato, né?) pode me perguntar: “Mas aí onde você mora você não amigos?” Vou responder: “Tenho”. Mas não é a mesma coisa, não são pessoas que eu confio, apesar de manter boa amizade. A minha melhor amiga aqui no Rio é a Beta, que mora a quilômetros de mim e que eu conheci pela internet. Exceto ela não tenho nenhuma outra amiga assim. Talvez o problema esteja comigo, que não sei me abrir para as pessoas (uau, eu tenho um blog que exponho a minha vida, mas não consigo me abrir para as pessoas). É eu sou assim, não é algo que eu consiga mudar. Eu sou risonha com todo mundo, extrovertida, consigo conversar sobre todos os assuntos: futebol, política, religião, vida dos famosos, música, casos polêmicos, etc.; sou uma ótima ouvinte dos problemas alheios, mas quando é para falar de mim, pronto eu travo e não sai nada. (Alguém aí também é assim, tão complexo e oposto?)

Acabo totalmente dependente do Cris, colocando um peso nas costas dele que ele não precisa carregar. Porque é ele quem tem que ouvir todos os meus questionamentos internos e me arrancar das minhas tristezas e dos meus complexos. Mesmo que ele tenha ficado um dia inteiro fora, como ele faz todos os dias para trabalhar, só o fato de saber que ele estava bem longe, que eu não poderia ligar para ele a qualquer momento me deixou tão mal e me fez refletir sobre isso. Eu desejei muito estar em São Paulo ao lado dos meus, quem sabe eu não me sentiria tão sozinha.

A internet é o que mais me ajuda a suportar essas coisinhas (sim são coisinhas levando a vida que eu tenho). Aqui na internet eu tenho amigas que me fazem rir, que as faço rir, dividimos problemas, damos soluções, ouvimos, ajudamos, colocamos para cima, e todas essas coisas que amigas fazem. Isso me faz muito bem!

Se você chegou a ler até aqui, não pense que eu sou uma pessoa para baixo, triste e depressiva, porque não sou mais. Já fui em algum momento da minha vida. Só que nem todo dia eu estou super pra cima, as vezes é bom ficar introspectiva e reflexiva. Talvez eu esteja assim agora.

Quando marido chegou ontem, eu ganhei o meu abraço gostoso, tudo passou. A tristeza do dia todo foi embora e meu sorriso voltou. E me perguntei: “porque eu estava triste mesmo?”. Mas é bom poder falar, colocar para fora e se expressar de alguma forma. Alivia o coração e tira o peso.

Agora para as curiosas de plantão vou contar a história da delegacia, não foi nada demais, é até bobo. Eu não pensei que um comentário no meio de um post fosse causar tanto alvoroço, mas já que fiz vou falar logo, né? Eu e uns amigos fomos ao show do Red Hot Chili Peppers que teve em São Paulo, no Pacaembú em 2002. Uma amiga tinha acabado de tirar habilitação e ganhado um carro do pai, fomos com ela. Assistimos o show e saímos do Pacaembú, estava uma loucura aquele lugar, tinha polícia montada, muita polícia e a galera que não sabe se divertir, bebe, se droga e sai caçando confusão. Eu e meus amigos não curtíamos drogas tá? (que isso conste nos autos em nosso favor). Conseguimos chegar no carro e sair de lá, tava uma loucura total. Passamos para deixar um amigo no Brooklin e depois minha amiga nos deixaria em casa. Mas isso não foi possível. Um carro entrou na nossa frente e batemos. E depois foi crazy total. Chegou resgate, corpo de bombeiros, polícia. Eu não me lembro de nada muito bem, fiquei meio perdida no espaço, tenho flashs daquele dia. Fomos para o hospital de ambulância (vocês já andaram de ambulância? É legal pra caramba! #meinterna #doida) recebemos atendimento, tudo rapidinho, uma beleza. Quando saímos do hospital, já tinha um carro de polícia nos esperando para ir à delegacia. Entramos no carro da polícia. (Atrás não tem banco, cês sabiam? A gente anda que nem bicho num projeto de banco que é duro pra caramba). Chegamos na delegacia, cada uma teve que contar como foi o acidente, depois assinamos o depoimento e fomos liberadas. E foi assim que eu fui parar na delegacia. Muito rock ‘n’ roll que acabou que em hospital e delegacia. Em um único dia nós conseguimos andar de ambulância e carro de polícia, hahahahahaha. Ah, só para constar ninguém se machucou gravemente, só ficou mesmo a história. (Tenho que me lembrar de apagar isso aqui antes da Mari crescer e me falar que quer ir a esses shows, para que ela não tenha o argumento de falar: “mas você foi mamãe, tá lá no blog”).

Post sem pé nem cabeça, mas eu sou assim. Não chamem a camisa de força, quarto branco nãããããããããããããão.

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28 Comentários

Arquivado em Eu, Sem pé nem cabeça

28 Respostas para “Sobre um monte de coisas

  1. cris

    aeeee mona, essa historia vc me contou mas omitiou a parte da policia né danada!, #dahora! eu tb ja andei no carro da policia e o cheiro é horrivellllllllllllllll. só pra constar, andei por causa daquele assalto que teve em casa tá, kkkk bj

    • simplesmentemonalisa

      Só assim pra vc comentar no blog, né? hahahahahahaha
      Só pra saber: meu pai lê isso aqui??? kkkkkkkkkkkkkkkkk
      Beijos

  2. Ivinha

    Pô, Mona! me fez chorar ( internamente, pq tô no trabalho, se fosse em casa eu ia abrir o bocão). Sei muito bem o que é isso, longe da família, dos amigos, da igreja. Já estou chegando no meu limite… Estou querendo minha casinha, minha caminha, meu banheirinho, meus tudo, me falta bons mercados, soverte kibon, ônibus, cinema, livraria.
    A minha sorte é vcs do sudeste que me fazem atualizada do meu Brasil. bjus
    P.S. tenho uma amiga que o sonho dela era andar no carona do carro da polícia com um PM bem gatão.

    • simplesmentemonalisa

      Ah Ivinha essa é a parte chata de se mudar.
      Eu nem me lembro da cara dos PM´s, ahahahhahahahahaha
      Beijussss

  3. Nossa amiga, vc ñ sabe como eu fiquei feliz em saber q sou sua melhor amiga aqui do Rio…rs! Eu ñ sabia dessa! Saiba q eu queria tanto q vc morasse mais pertinho de mim, pq eu te amo d+ e queria que estivessemos mais presentes uma na vida da outra!
    Tbm me acho fechada, sou mais de expor um pouco de mim no orkut, blog e agora twiter, mas, pessoalmente…

    • simplesmentemonalisa

      Pois você é sim! Eu tb queria que a gente morasse pertinho, iríamos aprontar todas com as meninas!
      Falar da gente mesmo é difícil, né? Mais fácil escrever!
      Beijossss

  4. Manu

    esse post foi para as que não moram perto de casa é?!

    sei bem o que é sentir tudo isso, ter e não ter amigos, familia longe(td bem que não sou tão apegada assim a minha familia)…..

    mas ah, sinto falta de tanta coisa…..ain, vou parar por aqui, voce ja conhece meus desabafos por msn…srrsrs…

    Poxa mona, essa história da delegacia é pra se contar aos netos….kkkkkk

    Queria tanto dar uma voltinha de ambulancia, mas não acidentada, só pra sentir a adrenalina msm…kkkkkk[

    bjos flor, bom dia e bom trabalho….

    • simplesmentemonalisa

      hahahahahahahaha essas histórias são divertidas, né?
      Eu falei no post, vcs amigas de msn, orkut, twitter e blog que não me deixam pirar, hahahahahah
      Beijos

  5. hehe, aaaai Mona, só vc. Sua história é msm de se contar aos netos. Sinceramente, qdo eu virar medica, vou fazer um pedido especial, andar de ambulancia. hahuahhuaa

    Bom,e se vc quiser + uma companheira em “complexo e oposto”, here I am.

    PS: carambolas, fala pro seu marido qe to com #invejinhagospel dele. hehe. Ele toca tudo praticamente!! Ah, musica é bom msm. Ano qe vem qero tentar o alto. E ele toca e vc canta?

    PS2: adooooooooooooooorei seu presentinho,menina! Ce tem mais?? hehe
    abafa o caso que sou pidona, né?

    • simplesmentemonalisa

      A gente tem cada história nessa vida, né?
      Vamos montar um clube “complexo e oposto” hahahahahaha
      Ih, menina já cantei muuuuuuito, hoje nem debaixo do chuveiro, hhahahahahahhahahaha. Só o Cris que toca mesmo!
      Eu tenho muitos, quando cruzar comigo no msn, a gente vê o q vc quer, ok?
      Beijos

  6. loucura gerallllll,mas vc tem razão,falar alivia….beijo grandeeeeeeeee.

  7. Manu

    queria que não fossemos apenas amigas virtuais…..mas a distancia é um grande impecilho pra nos conhecermos….

    ah, e pode deixar que não a deixarei pirar não…r.srsrs

    e qto a suas histórias, adooooro ouvi-las/le-las….

    bjos

    • simplesmentemonalisa

      hahahahaha, obrigada!
      Amigos são tudo de bom, né?
      Mas, acho que esse post serviu um pouquinho para vc, né?
      Com jeitinho a gente consegue conciliar tudo!
      Eu tenho muitas histórias, hahahahahahahhahahahahah
      Beijos

  8. Manu

    Esse post serviu mttooooo pra mim…rsrsrs…..

    imagino que tenha msm, quando quiser me contar eu quer saber ta?! rsrsrs

    tb tenho mtas histórias olha…rsrsrs…

  9. Manu

    escrevi que nem americano tentando falar portugues nos post anterior “eu quer saber”….rsrsrs…

    Eu quero saber….

    bjos flor

  10. Mona!! Ce ta falando de vc ou de mim? kkkkkkkkk

    Aqui, acho bom a Mari saber que vc já foi. E vc tem que dar muita ênfase de que o dia acabou em hospital e delegacia! hehe Melhor do que ela dizer ‘Mas vc nunca foi, não sabe como é!’, ou então acabar descobrindo a mentira. Feio, né?
    Dizendo que vc conhece, tem mais autoridade pra falar que ela não deve ir. Eu acho assim hehe

    • simplesmentemonalisa

      Será que todo San/col é igual???
      Annie o Cris diz a mesma coisa! Mas, eu não pretendo esconder nada dela, afinal eu não quero que ela esconda de mim. Esse comentário foi só para ser engraçado mesmo, hahahahahahah
      Beijosssssss
      Te amo, vc faz parte do time que não me deixa enlouquecer por aqui!

  11. vocês já andaram de ambulância? É legal pra caramba! #meinterna #doida

    Não chamem a camisa de força, quarto branco nãããããããããããããão.

    kkkkkkkkkkkkkkkkk
    rachei aqui.

    mona, vc pode sempre contar cmgo anjo.

    sei como é as vezes. sou super sincera, menos qdo se trata do q EU sinto la no fundo do s2

    • simplesmentemonalisa

      Oi Van que bom que consigo fazer vocês rirem, heheheheheh
      Ainda bem que vocês me entendem! 😉
      Beijos

  12. Manu

    ei….psiu….

    cade voce voce flor?! sentindo sua falta hj aqui…rsrsrs….

    boa sexta e bom fds…

    bjokas

  13. Ahh, é normal às vezes a gente ficar meio introspectivo, mesmo… ainda mais nessa situação que vc narrou, com os parentes longe, eu já passei por algo mais ou menos assim qd morei fora do Brasil, então dá pra ter uma idéia…

    Mas não fica triste, não! 😉

    ~~~~ Eu ri com a história! Nunca andei de ambulância (espero não andar, hahahaha), mt menos em carro de polícia..! Q noite foi essa, hein?! Qq seus pais acharam?! rsrsrs… esconde isso da Mari! 😉

    Bjoos!

    • simplesmentemonalisa

      Fê o bom é que essa tristeza do mesmo jeito que vem, vai embora na velocidade da luz. :0
      O mais engraçado foi quando eu cheguei em casa, eram umas seis e meia da manhã, estava geral na minha casa. Mãe, tios, tias, primos, primas, todos com cara de assustados me esperando para contar as minhas aventuras. Tudo virou uma grande sacanagem e me zuaram muito. Depois vou contar melhor essa parte, porque depois aconteceram muitas coisas que foram super importantes para mim.
      Beijokas

  14. Manu

    é, fikei sozinha e o pior não tinha nada pra fazer no trabalho…..kkkkkkkk

    hum, novo post com histórias é?! ebaaaa…..

    bjos flor

  15. Eu vejo você e a Annie falando sobre a família que mora longe e não consigo me imaginar nessa situação. Sou uma das mais mais largadas da família inteira. Tenho meus ataques de antissocial, que me enfio no quarto com o note quando alguém aparece em casa. Mas é diferente saber que, a qualquer momento, eu posso mandar um e-mail pra minha prima e combinar um cinema. Ou ligar pras minhas tias e dizer que vou estar perto de suas casas na hora do almoço.

    Cê já sabe que eu tô aqui pra qualquer coisa, né? Mesmo que esteja longe ou (aparentemente) offline, é só dar o grito.

    Eu ri com a história da delegacia e da ambulância. Graças a Deus eu nunca precisei andar em uma. Em viatura eu já devo ter andado, mas só porque meu tio-padrinho é policial civil e a madrinha da minha irmã é militar, hahaha. E apaga isso logo, porque do jeito que você falou que a Mari tem boa memória, ela com certeza vai usar isso contra você mais tarde, kkkkkkk.

    Beijos

    • simplesmentemonalisa

      Essa situação de estar longe da família é realmente bem difícil. Engraçado que tem família perto reclama da falta de privacidade de ter família morando pertinho, hahahaha. Seres humanos são complexos demais! 😉
      Eu sei que você sempre tá aí, e quando demora a gente já fica de cabelo em pé, hahahahahah
      Que bom que você riu com essa história!
      Beijos

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