Palmadas

Há uma polêmica a respeito da famosa “palmada educativa”. Eu não escrever aqui sobre se é dever do governo proibir essas palmadas ou não. O que quero escrever é sobre a educação que damos aos nossos filhos.

Existem pessoas que são totalmente a favor dessas palmadas como forma de educar, outras que são totalmente contras e existem ainda aquelas que ficam em cima do muro sem uma opinião formada.

Eu, Monalisa, não sou a favor da palmada. Explico. Será necessária mesmo uma agressão física para educar um filho, ou no meu caso minha filha? Com certeza não, e digo isso porque estou na prática diária, não fico na teoria.

E você pode me perguntar: “Mas, vc nunca sentiu vontade de dar “uns tapas” na Mariana?” Eu respondo: “Milhares de vezes, e já dei palmadas na bunda dela sim”. E sabe o que aprendi, um tapa que dou na minha filha, dói bem mais em mim do que nela. Em mim, não é dor física, mas sim dor moral. Por que como posso perder o controle ao ponto de bater nela achando que isso resolveris todos os problemas do mundo? Não resolve, o máximo que acontece é um adiamento da solução do problema, causando dor, mal-estar e afastamento entre mim e ela.

Escutar choros, gritos e pirracinhas de criança, não é tarefa fácil. E Mariana é muito argumentativa e isso complica muito as coisas. Perder a paciência fica muito fácil. Mas, eu nunca escutei ninguém dizer que educar filho é fácil. É difícil e muito difícil.

Então, há algum tempo eu decidi que não daria mais um tapa sequer em Mariana, e começamos um tratamento de choque por aqui. Eu me controlando, contando até dez, respirando fundo um milhão de vezes e segurando a mão para não dar na bunda dela. E ela aprendendo que tinha que obedecer e seguir as regras, e quando isso não acontece ela tem que enfrentar as consequências, que são: castigo, perder algum brinquedo que gosta, ficar sem TV, etc.

Ela tem o “cantinho da disciplina” aqui em casa. E eu falo uma vez, falo duas, a terceira vez eu não falo mais, vai sentar e pensar no que fez de errado. E para ela, sentar nesse cantinho é o mesmo que a morte. E isso tudo sem gritos, sem palmadas,só uma ordem minha e a obediência dela. Para chegar a esse ponto foi bem difícil, tem horas que ela sai sem que eu a tire, mas ela volta pra lá e sabe que quanto mais tempo ela desobeder mais tempo fica no castigo. Também, tiro os brinquedos e jogos que ela gosta, coloco em cima do armário e ela sabe que está lá e não pode pegar. Fico falando o tempo todo: “Olha tá vendo o seu brinquedo, só vai voltar para você quando obedecer”. A TV e os jogos de computador também fazem essa tarefa na educação dela.

E tudo isso tem funcionado melhor do que palmadas com toda certeza. Porque tenho a minha filha ao meu lado, ela é minha amiguinha. É claro que ela não deixa de ser criança e aprontar bastante, mas ela também sabe que tem que obedecer, respeitar e ser educada com todos. E pelo que tenho percebido nesses três anos, estamos no caminho certo.

Palmada não educa, ela deixa a criança ter medo de você, e esse é um caminho que não quero dentro da minha casa. Minha filha não precisa ter medo de mim, eu sou o porto seguro dela, quem deve protegê-la até que ela saiba proteger a si mesma sozinha. Ela deve me respeitar, sem medo e sem culpas da minha parte. Aqui na minha casa não tem palmadas, e temos uma criança super educada e que é elogiada por todos que a conhecem.

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11 Comentários

Arquivado em Trocando experiências

11 Respostas para “Palmadas

  1. greici

    parabens entao monalisa, pois sei que nao é facil mesmo. tenho um casal e sei o quanto é dificil a educaçao hoje em dia, ainda mais com essas crianças hiper ativas.

  2. Concordo com tudo oq disse, Mona!! Com certeza, dar palmadas naao é um bom negócio.

    A criança deve ver os pais como os melhores amigos, o porto seguro cmo vc msm disse, e nao vê-los com um olhar amedrontado, pq vao respeita-los apenas por medo. Isso gera um abismo entre os dois mundos: pais e filhos.
    Yeah, aprendi isso com o livro do Augusto.

    Ao vivo com minha irmã (é tao linda a relaçao dela com as filhas) e pela net cm vc. É taao gostoso ler seus textos sobre isso, sabe, qdo eu ter meus filhos, já vou estar craque. hauhaa… é pq minhas sobrinhas me fazem treinar…

    bjks… manda um bjim pra Mari!!

  3. Tá, eu concordo que não deveria ser necessário bater em criança. Mas não sei o que seria de mim se eu não tivesse apanhado muito.

    Eu lembro muito bem que quando era colocada de castigo, eu ficava era maquinando formas mais graves de aprontar quando saísse. Uma vez eu fiz xixi no chão do quarto só pra minha mãe ficar com pena de mim (não me lembro se funcionou). E outra saí pela janela e fiquei brincando sozinha na laje do vizinho (Deus queira que minha mãe e minhas irmãs JAMAIS entrem no seu blog e vejam isso). Eu só sossegava com correiada mesmo! Minhas irmãs apanharam menos porque precisaram menos. Eu era (sou) geniosa desde pequena.

    Eu admiro muito você e o Cris, e a forma como educam a Mari, mesmo não estando aí pra ver. Mas não são todos os pais que têm o equilíbrio e a estrutura (emocional, cultural e espiritual) de vocês. Até hoje eu brigo com os meus por falta de “porquês”.

    Sou totalmente contra essa lei porque eu odeio quando inventam essas leis “tapa buraco”. Estamos cada vez mais estressados e desequilibrados. Assim é fácil perder o controle. Por que não lançar uma campanha de conscientização em vez de proibir? Por que não formar cidadãos mais conscientes? Por que não implementar um controle de natalidade para que a pessoa pense um pouco antes de sair fazendo filho se não vai ter condições – financeiras e emocionais – pra criar e dar uma boa educação?

    Aff! Acho que sou utópica demais, viu! E faladeira demais também (jura?).

    Bjos

    • simplesmentemonalisa

      Concordo com você nos seus questionamentos a respeito dessas leis.
      Acho uma pena isso ter que acontecer. Nós pais somos os responsáveis por nossas crianças, e muitos não estão cumprindo o seu papel.
      Vc falou que vc apanhou muito, talvez muitas surras não fossem necessárias se vc tivesse os porquês que precisava, vc mesmo disse isso. Por isso eu continuo achando que bater não é solução, é adiamento do problema, só isso.
      Beijos!!!!!

  4. Eu sou a favor da liberdade dos pais decidirem como querem criar os seus filhos – desde que não abusem da liberdade, né?

    Acho que a palmada é um artifício válido, sim. Mas depende da criança, dos pais, da estrutura familiar, enfim, de um monte de coisas.

    Meu irmão já apanhou tanto – e até hoje é uma peste – que hoje (é, às vezes ainda apanha) é vacinado. Ele nem liga se ta apanhando ou não.

    Já eu tinha vacina pra castigo. Eu só aprendia na base do cinto – e aprendia rapidinho! Quando me botavam de castigo eu ficava super sonsa, e era a melhor criança do mundo por fora. Por dentro cheia de ideias malignas e nada de aprender, quase igual a Cinita, só que menos maligna hahaha

    Eu não acho que meus filhos vão viver na base da palmada… mas também não descarto totalmente. Pode ser necessário sim. Porque cada um toma sua ‘vacina’, né?

    • simplesmentemonalisa

      Eu só acho uma pena as pessoas não saberem usar a liberdade que tem, e ser necessário fazerem leis como essa para coibir tais atitudes.
      Vc citou dois exemplos, vc que aprendia com o cinto e seu irmão que nem liga se apanha ou não. Aí, eu pergunto: “A surra resolve mesmo?”
      Eu não tenho essa resposta, cada família deve decidir. Mas, outro grande problema está na família, pais e mães querem ser as autoridades do lar, não há comunicação. Tipo, se o Cris pega pesado com a Mari na hora da correção, eu nunca entro na frente dele e vice-versa. Eu conheço casais que se o pai vai chamar a atenção do filho, a mãe vai de bicho em cima do pai, e depois essa mãe quer bater no filho achando que vai educá-lo.
      O negócio é muito mais complexo do que uma simples palmada. Se fosse só a palmada estava bom, mas não é só isso. São gritos, xingamentos, falta de atenção, falta de confiança, pais e mães que não se entendem sobre educação, e por aí vai, a lista é grande.
      Aqui, graças a Deus, entramos em comum acordo, e tudo segue o fluxo normal. Pena que na maioria dos lares isso não acontece.
      Beijos

  5. greici

    assunto interessante, sabe por que? Eu apanhei um bocado na minha infância e hoje agradeço a Deus pelos pais que ele me deu. Por cada cintada, eu vejo que se nao tivesse apanhado na hora certa não teria aprendido.

    Mas já o meu vizinho, apanhou bem mais, levava panelada de pressao na cabeça, vassourada e nao aprendeu. virou bendido. morreu num confronto com a policia depois de muito tempo dando tristezas para a mãe.

    Tambem sou de opinião que cabe aos pais decidirem que castigo usar, claro, com consientização. Sem exageros

    • simplesmentemonalisa

      Greici,
      Eu acho que cada um sabe onde o calo aperta, eu nunca fui de apanhar, bastava um olhar do meu pai ou um “Monalisa Cristina” da minha mãe, e eu enfiava o rabinho entre as pernas.
      Aqui não precisamos recorrer as palmadas, conseguimos contornar a situação com um castigo. Se fosse necessário eu não sei se usaria esse recurso, vejo tantas crianças que apanham e continuam terríveis, e acabam se tornando dissimuladas e falsas para se safarem das palmadas. Então, sinceramente não acho o melhor recurso. Mas, isso sou eu!
      Beijos

  6. ana

    olá, tenho uma filha de dois anos e nove meses, dei uma palmada nela e ficou a marca dos meus dedos no braçinha dela , e realmente doi muito mais em mim ver q fui eu quem fez isso com ela. mesinto a pior pessoa do mundo por isso.

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