Comportamento

Há mais de duas semanas atrás eu comentei no twitter que a professora da Mari me chamou para uma conversa. O assunto foi o comportamento dela, que tinha mudado muito nos últimos tempos.

Segundo a professora, Mari estava muito bagunceira, não respeitando o silêncio, fazendo a gracejos para as outras crianças rirem, e acabou tendo que ficar no “cantinho do pensamento”.

Você pode pensar: “Ah, mas isso é normal, ela é uma criança de três anos”. Para uma criança como a Mari esse tipo de comportamento não é tão normal, quanto possa parecer. Vou explicar.

Mari sempre foi extremamente obediente, e assusta um pouco essa rebeldia repentina. Tanto que a própria professora dela, que lida com crianças dessa idade o tempo todo se assustou. Segundo as palavras dela: “A Mari sempre foi o meu exemplo dentro da sala, o que ela tem feito não é nada comparado a outras crianças, mas ela nunca foi assim e eu estou com ela há dois anos”. E isso que nos preocupou, tanto a professora, quanto a mim e ao pai dela.

Quando chegamos à nossa casa, eu me sentei com ela e conversamos bastante. Engraçado como ela se escondia no meu ombro, sentada no meu colo, estava envergonhada e sabia que não tinha se comportado bem. Eu expliquei a ela que fazer bagunça tirando a atenção de outras crianças, ficar rindo enquanto a professora tenta ensinar não é nada legal, e ela perderia o direito aos joguinhos do computador (ela andava viciadinha nesses joguinhos) e se não começasse a se comportar iria perder também o direito de assistir a TV (ela ama o canal Discovery Kids, e anda apaixonada pelo DVD da Barbie e o Castelo de Diamantes – quer assistir o tempo inteiro).

É claro que deveria ter alguma razão para essa mudança tão repentina de comportamento. E logo depois com a conversa que tive com a professora, percebi que o comportamento da Mari estava totalmente ligado a mim. Com a mudança aqui de casa, eu fiquei muito agitada e sem paciência nenhuma com ela. Enquanto estava tudo bagunçado, eu e Cris trabalhando muito e sem tempo de organizar direito as coisas da casa. Faltavam pendurar prateleiras, os quadros, ainda tinha coisas encaixotadas que não tive tempo de organizar, roupas para lavar, casa para limpar e uma infinidade de serviços domésticos por fazer. E nós dois sem tempo algum, fazendo o que era mais urgente, e empurrando o resto para um canto qualquer. O quarto dela foi o primeiro lugar que eu arrumei, organizei tudo para que ela pudesse ter o cantinho dela. Mas, ao ver tudo na maior bagunça, ela começou a bagunçar o quarto dela também. Eu arrumava, ela jogava tudo no chão outra vez. E a minha paciência foi indo para o espaço. E comecei a agir com ela de forma que nunca havia agido. GRITANDO. Mal sabia quanto mal estava fazendo a minha filha. E de uma menina doce e obediente, passamos a ter uma menina agressiva e bagunceira.

Depois de pensar bastante e de chegar a essas conclusões, conversei com o Cris e ele também me falou que estava sofrendo com o meu estresse, desproporcional ao que eu sempre fui. De maneira geral sempre fui bem calma e ficar gritando por qualquer besteira não faz parte da Monalisa.

Então, começamos um trabalho aqui em casa, eu tentando me controlar ao máximo e voltar a ser quem sempre fui. Cris me ajudando muito nesse processo. E Mari cumprindo o seu castigo por seu mau comportamento. E a professora na escola também a corrigindo e conversando bastante com ela.

No sábado passado, eu e Cris passamos o dia inteiro em uma super faxina aqui em casa. Organizamos e limpando tudo. Acabamos mais de onze horas da noite, mas enfim tudo ficou no seu devido lugar. E o que faltava para me acalmar era isso, eu ver tudo direitinho. Engraçado como pequenas coisas nos tiram do eixo, mas faz parte do show.

E esse trabalho intensivo no meu autocontrole e no comportamento da minha menina, fez o efeito esperado. Temos novamente uma menina obediente e doce e que ganhou novamente o seu direito de jogar no computador e os parabéns da professora. Agora é continuar nesse caminho, eu me policiando no meu comportamento, para que não reflita negativamente na minha princesa.

Reconhecer os nossos erros é o primeiro passo para uma mudança positiva! 🙂

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8 Comentários

Arquivado em Eu, Mariana

8 Respostas para “Comportamento

  1. juliana

    Estou admirada com a sua sinceridade e capacidade de reconhecer os erros, Mona!! As mães , em geral, não param pra refletir no que estão fazendo com os filhos. Tem gente que prefere atribuir a outras pessoas, à escola a responsabilidade pelo comportamento de seus filhos.

    Nossa, parabéns!!

    Ah, que fotoo mais lindaaaaa! Dá vontade de apertar as bochechas das duas! kkk

  2. Ai que lindooo, Mona!! É tao bom ver isso, sabe, tipo, uma mae reconhecendo qe tem influencia sobre o comportamento dos filhos…

    Aqui em casa, 2 das minhas irmas casadas tem filhas, uma é beem calminha… as filhas saao taao boazinhas… a outra é maais estressada, a filha já é beeem…

    Um dia, eu tinha parado pra pensar sobre isso. Eu já tinha observado isso mesmo. E esse seu post foi como uma comprovaçao pra mim, né??

    PS: flando dos vicios dessa garotada, qdo elas encutem com uma coisa, até resolverem achar algo novo, vai longe, né? Agora, minhas pequeninas tao viciadas no Smilinguido, elas ja chegam aqui bem assim: “O tia Éka, poe formiguinha pra nos??! “

  3. Incrível como as crianças parecem sentir mais o ‘clima’ que a gente, né? É como um termômetro pra gente medir os nossos atos. Ou um espelho. Se vc é uma referência pra ela, tem que ficar de olho em que exemplo ela está tomando de vc. Reconhecer isso foi lindo, nobre… a Mari tem futuro! haha

  4. Amiga, cada vez que você conta uma coisa assim, eu admiro mais ainda você e o Cris. Não deve ser fácil perceber um erro no seu comportamento e se policiar pra não influenciar sua filha. Falo isso por mim, minha mãe sempre foi de gritar, brigar, independente de estarmos vendo. Coincidência ou não, acabou tendo duas filhas ainda mais explosivas do que ela e a gente tem que lutar muito contra isso.

    Beijos

  5. Alice

    Nem me fala como é dificil tenho em casa e sei muitu bem essa fase da vida enfim esse comportamento ou melhor a prontidão dos nossos filhos cada dia que passa aumenta e graças a Deus estamos aqui fortes e equilibrada para seguir em frente acompanhando essa fase direitinho sem perder a cabeça…
    A educação dos nosso filhos começam e terminam em casa!
    Se existem pessoas que atribuiem a outras pessoas e que ainda não estão preparados eou não caiu a ficha que os filhos crescem rapido. rsrs…
    Beijos.

  6. greici

    linda essa foto Mona.

    e o conteudo é muito preciso tambem.Ja passei por isso e ate reconheço meu erro , mas na hora de mudar meu comportamento que tenho dificuldades.

    é otimo ver experiencias assim, pois a gente se espelha. é isso.
    parabens

    • simplesmentemonalisa

      Greici,
      Mudar é diário, a gente tem que se corrigir e se reinventar o tempo todo. É cansativo e desgastante.
      Mas, reconhecer quando erramos, já um passo e tanto!
      Beijos

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