Meu primeiro filho

Como nem só de flores é a minha vida, esse é um capítulo triste da minha vida.
Eu tive uma gravidez que não foi planejada, mas que foi recebida com toda a empolgação possível.
Ficamos muito felizes quando eu fiz o teste e deu positivo. Na época eu estava sem cobertura de plano de saúde, e corremos e fizemos um plano para termos as consultas e exames necessários garantidos, mesmo sabendo que o parto não seria coberto pelo plano. Uma amiga me indicou o médico dela, que se mostrou o ser mais sem coração que eu já conheci na minha vida.
Na primeira consulta, ele me pediu uma ultrasonografia. Que eu fiz no dia seguinte. O médico que fez a ultra, não nos disse nada, mas pela cara dele, nós sabíamos que tinha alguma coisa errada. Retornei ao médico que nos garantiu que estava tudo certo.
Eu estava com dois meses de gravidez. Logo depois disso, comecei a ter sangramentos e cólicas fortíssimas. O médico me colocou de licença e repouso absoluto em casa. Eu não sabia muitas coisas sobre gravidez, mas a essa altura já deveríamos ter escutado pelo menos o coração do bebê. O que não aconteceu em nenhuma ultrasonografia. E nenhum médico foi capaz de me dizer o que isso significava, para que eu me preparasse para o que viria a seguir.
Com dois meses e meio, eu e Cris oramos ao Senhor juntos, e pedimos que Ele tomasse conta da gente. E abrimos mão, deixando que Deus fizesse o que fosse da vontade dEle. No dia seguinte eu abortei espontâneamente.
Fui para o hospital sentindo dores fortissimas e com sangramento. O médico que nos atendeu na emergência foi mais um anjo que Deus colocou no nosso caminho. Que nos acalmou, me medicou e disse que tudo o que deveríamos fazer a seguir. Eu fiz a curetagem, e fiquei dois dias no hospital. A pior experiência da minha vida. Tinha outras mulheres que também tinham perdido seus filhos. E mais outras milhares com seus bebês no colo. E isso me doeu muito. E mais uma vez aquela doença chamada depressão me pegou. E foi um período horrível.
Quando sai do hospital eu poderia ficar 15 dias em casa, mas preferi voltar ao trabalho e ocupar a minha cabeça. Com a ajuda do Cris e da nossa família, eu fui melhorando. Mas, uma cicatriz ficou em mim por tudo isso.
O meu primeiro filho, o filho que eu amei assim que soube que ele estava dentro de mim, não existia mais. Mas, um coração machucado, também é um coração fortalecido.
O que ficou na minha cabeça depois disso, era se um dia eu poderia ser mãe outra vez?

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2 Comentários

Arquivado em Cristiano, Eu, , Testemunho

2 Respostas para “Meu primeiro filho

  1. Manu

    Nossa Mona, nao conhecia essa sua história…

    que triste, mas tudo tem um propósito de Deus né?!

    bjos

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