Amor e o agir de Deus

No dia em que nos encontramos, Cris me ligou cedo que já estava saindo de Niterói. Quando ele estivesse chegando, iria me ligar e eu iria encontrá-lo no ponto final de ônibus de Queimados. Quando ele ligou, o Erik (meu primo) foi comigo encontrá-lo. O momento que nossos olhos se encontraram parece que o mundo parou e todas as pessoas sumiram. Eu li em vários livros histórias assim, de que tudo some e você só vê o seu amado na sua frente, mas nunca imaginei que isso poderia acontecer comigo. Mas, aconteceu. Foi incrível.
Nós ficamos meio que sem graça, sem saber como agir. Mas, ele me abraçou. Que abraço mais gostoso. E tenho certeza de que se o meu primo não estivesse comigo, tinha rolado um beijinho. Mas, fomos de mãos dadas andando para a casa da minha tia. E conversamos muito, o dia todo. E claro que nos beijamos muito também, afinal esperamos dez meses, ou seja quase um ano, por esse momento.
Eu voltei para São Paulo depois desse primeiro encontro. E meu coração ficou apertadinho. Como poderia ser a partir de agora. Conversei com Deus e deixei em Suas mãos. Afinal, eu tinha certeza de que Ele tinha colocado o Cris no meu caminho. Confesso que com olhos humanos, eu não via possibilidade de como ir adiante com o relacionamento, um morando em um estado, e o outro morando em outro estado. Mas, com olhos espirituais eu sabia que era possível, eu só teria que ter paciência.
A novidade da minha volta foi a entrevista que tinha feito, eu passei. No primeiro dia de trabalho, eu orei a Deus e entreguei mais uma vez tudo nas mãos dele. O trabalho era ótimo, de acordo com as promessas do dono da empresa. Eu teria um salário ótimo e condições maravilhosas. Mas, na prática a coisa foi bem diferente. Eu cheguei no primeiro dia para o trabalho e a recepcionista ainda não tinha chegado. O dono da empresa, me pediu para ficar um pouquinho na recepção para ir conhecendo o pessoal. A primeira ligação que eu atendi, era de cobrança. Tinha uma pasta em cima da mesa da recepção com várias cobranças com nome de empresas diferentes. Peraí, eu trabalhei com contabilidade e sei reconhecer quando as coisas estão erradas. E pelo pouco que pude ver, estava tudo errado. Chegou um homem na recepção e pediu para falar com o dono. Eu avisei, e ele pediu para que o homem aguardasse. Eu sentei novamente na recepção, o homem veio na minha direção e falou assim “Você acredita em Deus?” Eu respondi: “Claro que sim”. A resposta: “Então vai embora, porque esse lugar não é para você. Deus não te quer aqui.” O homem virou as costas e sentou novamente na cadeira, sem nem me olhar mais. Eu fiquei atônita. Depois, o dono da empresa veio e falou com ele, ali mesmo na recepção. Deu um cheque para ele. Ele falou que não era o valor que eles deviam para ele. O dono da empresa, mandou que ele procurasse os direitos dele então na justiça do trabalho. O homem falou que iria fazer isso mesmo, e foi embora. Na mesma hora eu perguntei ao dono da empresa quem era o homem. Ele respondeu que era só um ex-funcionário da fábrica, sem dar quaisquer outros esclarecimentos. E num impulso eu disse que estava indo embora, que não iria ficar no emprego. O dono da empresa ainda tentou me convencer a ficar. Eu aproveitei que ainda não tinha dado os meus documentos para ele, e falei que não dava mesmo. Me desculpei e fui embora na mesma hora. Afinal, eu tinha certeza que Deus tinha falado comigo através daquele homem. E tinha visto alguns daqueles documentos, e a ligação de cobrança. Eu não iria novamente trabalhar num lugar onde há tantas coisas erradas.
Quando sai de lá, me senti tão leve e tomei uma decisão, vou voltar para o Rio. Preparei tudo, paguei o aluguel, as contas. Deixei tudo certinho, e falei para minha mãe que iria. E no final de novembro estava entrando em um ônibus em direção ao Rio. Eu fiquei novamente na casa da minha tia. Preparamos um currículo meu, e ía começar a procurar emprego.
O Cris ligou dizendo que tinha uma festa da igreja, se eu não queria ir com ele. No sábado, dia 4 de dezembro foi a festa. Lá eu conheci muitos amigos do Cris. E a mãe de um amigo dele, tinha uma loja de lingerie e me perguntou se eu não queria fazer um bico lá, pois estava entrando na época de Natal e ela precisaria de vendedoras. E ainda me ofereceu para ficar na casa dela. No dia 6, meu aniversário de 21 anos, eu fui trabalhar na loja. Quando fomos para a casa dela, ele tinham preparado uma festinha para mim. Me senti tão acolhida. Deus tinha colocado muitas pessoas boas na minha vida, para esse momento de mudança.
Nessa mesma semana, o Cris me disse que um cliente dele estava precisando de uma pessoa para trabalhar. Ele  marcou uma entrevista para mim, e eu fui. E passei na entrevista, e começaria a trabalhar no dia seguinte. Então no dia 10 de dezembro de 2004 eu comecei a trabalhar no lugar onde fiquei por mais de quatro anos.
Passei o Natal e o Ano Novo com o Cris. Logo depois, do ano novo começamos a procurar casa para que minha mãe viesse de São Paulo também. E Deus mais uma vez providenciou tudo. Alugamos uma casa, e antes do carnaval de 2005, eu já estava na minha casa com a minha família.
Contiunua…

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