Minha infância

Eu fui crescendo, sempre acompanhada por meus problemas respiratórios. Mas, com o tempo minha mãe foi aprendendo a controlar minhas crises.
Quando eu tinha quatro anos meu irmão nasceu, fazendo a família crescer mais um pouco.
Quando eu completei oito anos, em dezembro de 91, fizemos uma viagem para a praia. E eu me afoguei no mar.
Eu particulamente não me lembro de nada daquele dia, tenho uma espécie de apagão sobre o que aconteceu, os relatos que eu tenho são de outras pessoas.
Chegamos a praia bem cedo, e pedimos logo para ir para a água. E somente a garotada entrou na água, os adultos ficaram na areia. Só que o mar estava muito agitado. Estavamos todos no raso, mas o mar arrastou assim mesmo. Eu e outro garoto não conseguimos voltar. Quando minha mãe se deu conta de que não me via, meu pai correu para a água. Ele achou primeiro o outro garoto. E depois voltou para me procurar. Todos contam que foi desesperador, o tempo passando e meu pai não me encontrava. Quando ele estava desisitindo, conseguiu me achar. Me trouxe para a areia, e dois salva-vidas, que não estavam de serviço, corriam na praia aquela hora, viram o meu pai saindo comigo da água desacordada. E o ajudaram. (Hoje, creio que esses dois salva-vidas foram anjos que o Senhor enviou ao meu socorro).
Eles fizeram os procedimentos de salvamento, mas eu não respondia. Meu pai ajoelhou no chão e disse: “Deus leva os meus braços e as minhas pernas, mas não leva a minha filha.” (Meu pai não é crente, se diz católico, não praticante). Quando estavam desistindo eu tossi, e eles saíram correndo comigo para o hospital. E seguiram dias de angústia. Eu fiquei na UTI por vários dias, totalmente desacordada. Enfim, me recuperei e no dia de natal, 25 de dezembro, eu sai do hospital, renascendo.
Esse foi o acontecimento mais marcante da minha infância, o demais foi uma infância normal e muito boa. Brinquei muito na rua. Estudei bastante. Joguei bola. Fiz ballet. Fiz amigos que são amigos até hoje.
As lembranças da minha infância são muito boas. E vejo o cuidado de Deus sobre a minha vida, desde sempre. Mesmo sem conhecê-Lo, ele já me guardava desde o ventre da minha mãe.Moninha e Juju

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